Nota: este texto está redigido em Português de Portugal, alguns dos termos utilizados têm uma grafia completamente diferente no Brasil. Tenha em conta esta situação se pretende utilizar partes do texto fora de Portugal.
Informação básica
A Doença Inflamatória
Pélvica (DIP) é uma infecção grave usualmente originada pela
Gonorreia, Clamídia ou outra batéria sexualmente transmissível.
A bactéria é transmitida durante sexo vaginal e afectar
progressivamente todo o aparelho reprodutor feminino. Pode
originar infecções, lesões e dor. É a principal causa de
infertilidade nas mulheres.
Como se transmite?
A bactéria é
transmitida do homem para a mulher durante sexo vaginal. O homem
pode estar infectado mas não o saber pois pode não ter sintomas
(corrimento ou ardor ao urinar). A mulher pode estar infectada
durante muitos meses e até anos sem ter sintomas.
Como sei se tenho
DIP?
A mulher pode ter
alguns dos seguintes sintomas: dores abdominais durante o sexo.
Dor suave ou intensa na parte inferior do abdomen. Sangramento
incomum ou corrimento na vagina. Dor na parte inferior das costas.
Febre, arrepios e vómitos. Também é possível não ter nenhuns
sintomas.´
A DIP é um
problema sério?
Sim! Após estar
infectada na vagina a bactéria pode subir para o útero, trompas
e ovários originando vários problemas a longo prazo:
Lesões e
bloqueamento das trompas (impossibilidade de engravidar
naturalmente)
Lesões em vários
pontos do aparelho reprodutor (o sexo vaginal pode ser
doloroso)
Gravidez ectópica,
ou seja numa das trompas em vez do útero. Se acontecer
é necessária uma intervenção cirúrgica de emergência
e pode ser necessário remover a trompa afectada.
Cada vez que
ocorre um caso do DIP as probabilidades da mulher ter uma
gravidez normal diminuem de 15 a 30%.
Como se trata a
DIP?
Utilizando
antibióticos para eliminar as bactérias em causa
dependendo da gravidade da situação.
Pode ser necessário
internamento hospitalar e em casos muito graves intervenção
cirúrgica.
Garantir a
presença em todas as consultas marcadas para garantir o
completo tratamento da infecção.
Não ter relações
durante pelo menos 15 dias para permitir a cicratização
e evitar a propagação da infecção no corpo.
Evitar exercícios
violentos por 15 dias.
Cumprir a medicação
durante todo o período indicado pelo seu médico mesmo
após sentir-se melhor
Os seus
parceiros sexuais devem ser consultados e tratados para
evitar reinfecções.
Como posso evitar
o contágio?
Faça um teste a
DST se teve relações sexuais sem preservativo. De
preferência este teste deve ser feito antes do seu período
menstrual pois existem indícios que a infecção se
propaga mais facilmente nessa altura.
Use
preservativos sempre que tiver sexo vaginal, mesmo quando
toma a pílula anticoncepcional. A pílula não a protege
de DSTs.
Tipos de
planeamento familiar através de barramento como esponja,
presenvativos (feminio e masculino), diafragma podem
evitar o contágio pois não permitem que o semen e as
bactérias cheguem á entrada do útero.
Fale sobre as
DSTs com o seu novo parceiro sexual e as suas intenções
de ter sexo protegido (preservativo masculino ou feminino)
Notas:
Estes documentos são apresentados a título meramente informativo e não dispensam o conselho do seu médico.
Esta informação foi recolhida de várias fontes na Internet, consulte a página de links para mais informação
Informe-se e informe o seu parceiro sobre as DSTs, use sempre um preservativo, evite o sexo anónimo, limite o número de parceiros sexuais.