
O general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho na sua tomada de posse, para um dos lugares do supremo tribunal militar, disse depois de questionado pelo senador Demóstenes Torres sobre a ingressam de pessoas homossexuais nas forças armadas, o seguinte: “Tem sido provado mais de uma vez, o indivíduo não consegue comandar. O comando, principalmente em combate, tem uma série de atributos, e um deles é esse aí. O soldado, a tropa, fatalmente não vai obedecer. Está sendo provado, na Guerra do Vietnã, tem vários casos exemplificados, que a tropa não obedece normalmente indivíduos desse tipo”
Na opinião do general as pessoas homossexuais não estarão aptas para posições de comando no ramos das forças armadas, “Não é que eu seja contra o homossexual, cada um tem que viver sua vida”, mas diz o general que haverá outras actividades onde pessoas com “…comportamento desse tipo…” se ajustaram melhor.
Já o almirante Luiz Pinto, cita um acontecimento havido em França com o clero, citando as palavras de um padre que respondia a questão da possível existência de homossexuais na Igreja, “Não tenho nada contra, desde que ele faça uso do voto da castidade…”, desta forma refere-se o senhor almirante aos militares homossexuais, que desde que estes mantenham a sua dignidade “castos”, não tem qualquer objecção.
Ambos apontam esta situação como polémica, dando o exemplo dos Estados Unidos America, que por acaso neste momento discutem a abolição da lei de 93 conhecida como “Don’t ask don’t tell”.