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ARGENTINA: Manifestações trans


Sexta-feira, 19 Junho 2009 12:06Z



ARGENTINACansada da humilhação sofrida em cada votação, a comunidade trans lançou uma campanha contra a discriminação, exigindo com urgência a aprovação de uma lei de identidade de género e de unificação de padrões.

A ideia veio de Ariana Cano, a primeira transexual locutora argentina, que convidou travestis, transexuais e transgéneros, e apoiantes a manifestarem-se pacificamente à porta das mesas de voto exigindo um fim da discriminação. "Sempre que nos temos de apresentar para votar é a mesma humilhação e gozo por parte dos elementos da mesa de voto e das pessoas que estão à espera de votar. Vêem uma travesti que não deveria estar nessa mesa, simplesmente porque o Estado não reconhece a nossa identidade de género."

O sistema eleitoral argentino, prevê que homens e mulheres votem em mesas separadas. Nos antigos documentos, um homem e uma mulher poderiam ter o mesmo número de identificação.

Embora a titular do INADI, María José Lubertino, alertasse que no dia da votação haverá um guarda para prevenir qualquer situação de discriminação, as travestis, transexuais e transgéneros enfrentam sempre o mesmo problema.

E em san Justo, três organizações pela diversidade sexual manifestaram-se pela igualdade de tratamento e acesso ao Plano de Habitação Federal.

As organizações eram o ‘Movimiento antidiscriminatorio de liberación’, o ‘Movimiento de Integración sexual, étnica y religiosa’ e a associação ‘Jóvenes por la diversidad’.

Denunciaram situações de abuso e discriminação enfrentados por travestis, transexuais e transgéneros nas áreas de saúde, educação e trabalho, com especial referência à impossibilidade de se ter acesso ao Plano de Habitação Federal.

O protesto incluiu uma exposição fotográfica sobre as condições de sobrelotação e insegurança em que sobrevivem as trans do Barrio Nicol.

Foi entregue ao presidente da autarquia, Fernando Espinoza, uma carta que referia que "além de se exigir o acesso a todas as trans ao plano de habitação federal, há que cumprir a lei de identidade de género, uma portaria que foi vetada, e que prevê, nomeadamente, o direito de se ser chamada pelo nome de escolhido, nos assuntos municipais ", explicou Dario Arias do grupo "Jóvenes por la diversidad".

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